dezembro 06, 2015

Em todas as etapas da nossa vida vamos deixando para trás  pessoas, umas menos boas, outras aparentemente imprescindíveis, até ao momento. Umas porque inevitavelmente "partem para outro mundo", outras que, com as circunstâncias da vida, são obrigadas a seguir outros caminhos, e aquelas que simplesmente vão. Sem qualquer tipo de explicação. Sem um porquê, sem adeus. Esses além da saudade, deixam mil questões. Deixam um vazio. Um vazio que não se completa, passe o tempo que passar, está sempre aqui, e magoa, como se cada vez fosse mais fundo. Um vazio que doí.
Existem dois tipos de saudade: a reconfortante e a angustiante. A reconfortante é aquele que sentes quando estás longe de alguém só por um certo período de tempo, é uma memória de infância. A angustiante é que aquele que vai tomando conta de ti, que se transforma em raiva, tristeza, desilusão. Aquele que te marca. A que te faz chorar quase todas as noites. Tu podes lutar contra ela com todas as tuas forças, mas ela apodera-se de ti. Tu nunca deixas de ter saudades, tu habituas-te a ela. Ela caminha contigo onde quer que tu vás, e lembra-te todos os dias daquele pedacinho que te deixou mas que te faz tanta falta, TANTA.

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