janeiro 31, 2016

Toda a minha vida escondi sentimentos, guardo tudo para mim. Se é o mais saudável ou não, não sei, o certo é que chego a um ponto de exaustão, de conflito comigo própria. Acho que o faço porque lido melhor com as minhas mágoas interiores, do que com a desilusão, ou "desaprovação" vinda de outrem. Sou daquele tipo de pessoas que se apaixona em 1 mês, mas que faz perdurar o sentimento, que leva a 2 anos a superar, sou daquelas que se habitua e se acomoda. Sou aquela rapariga que toda a vida escolheu as pessoas erradas, 19 anos depois, ainda não acertei (Cupido, já brincaste que chegue!) Conclusão, sou um coração fraco, iludido, emocional, SUPER emocional.
Sabes aquela sensação antes do clique, quando tu pedes desesperadamente "Cupido NÃO POR FAVOR!"? O meu ri-se na minha cara e quando dou por ela já não tenho por onde escapar.
Tu habituaste a sofrer, a sentir um aperto no coração constante, e não quero parecer uma rapariga depressiva e introvertida, nada disso, aproveito a vida ao máximo, como tenho que o fazer com a idade que tenho, mas tens os tenho os meus momentos, e por muito que eles custem, já não é nada que não tenha vivênciado antes, nada que não saiba que vá passar. Tudo passa.

dezembro 06, 2015

Em todas as etapas da nossa vida vamos deixando para trás  pessoas, umas menos boas, outras aparentemente imprescindíveis, até ao momento. Umas porque inevitavelmente "partem para outro mundo", outras que, com as circunstâncias da vida, são obrigadas a seguir outros caminhos, e aquelas que simplesmente vão. Sem qualquer tipo de explicação. Sem um porquê, sem adeus. Esses além da saudade, deixam mil questões. Deixam um vazio. Um vazio que não se completa, passe o tempo que passar, está sempre aqui, e magoa, como se cada vez fosse mais fundo. Um vazio que doí.
Existem dois tipos de saudade: a reconfortante e a angustiante. A reconfortante é aquele que sentes quando estás longe de alguém só por um certo período de tempo, é uma memória de infância. A angustiante é que aquele que vai tomando conta de ti, que se transforma em raiva, tristeza, desilusão. Aquele que te marca. A que te faz chorar quase todas as noites. Tu podes lutar contra ela com todas as tuas forças, mas ela apodera-se de ti. Tu nunca deixas de ter saudades, tu habituas-te a ela. Ela caminha contigo onde quer que tu vás, e lembra-te todos os dias daquele pedacinho que te deixou mas que te faz tanta falta, TANTA.

janeiro 11, 2014

O fim do mundo está perto... e quando dás por ela passou um mês e afinal estás viva. Afinal não era o fim do mundo, eram as tuas "hormonas" em alta! Estás na idade de chorar a toda a hora, de arranjar problemas onde eles não existem, de fazer coisas que não te imaginavas a fazer nunca. E então? Faz tudo isso, sem medos, a adolescência é isso mesmo. Mas toma consciência que não é o fim do mundo. Podes estar em baixo, mas vai passar. Não faças com que outras pessoas percam grandes momentos para te "consolar", tens os teu momentos de tristeza, mas não deixes que isso contagie as outras pessoas. Contagia o mundo com alegria, não com tristeza!